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Estudo inédito aponta principais doenças em pets (18/05/2011)
Um estudo inédito realizado durante 2,1 milhões de atendimentos clínicos de cães e cerca de 450 mil gatos em 770 hospitais veterinários de 43 Estados norte-americanos identificou as doenças corriqueiras que estão afetando os animais de estimação nos últimos anos. “Por meio do nosso compromisso em oferecer um mundo melhor para os pets, queremos utilizar nosso conhecimento para ajudar veterinários e donos a cuidarem de seus animais, além de sensibilizar para os problemas de saúde que afetam cães e gatos”, explica Jeffrey Klausner, diretor-médico do Banfield Pet Hospital – empresa da Mars, responsável pelo levantamento. Entre os principais diagnósticos registrados em pets estão a diabetes (desde 2006 tem havido um aumento de 32% de diabetes canina e um aumento de 16% de casos em felinos); dirofilariose (a doença parasitária que afeta os corações dos cães é um dos três maiores riscos de saúde para animais no sul dos Estados Unidos, por exemplo); problemas dentários (a doença mais comum entre cães e gatos, afetando 68% dos gatos e 78% dos cães com idade superior a três anos. A doença dentária tem sido associada a alterações no fígado, rins e funções cardíacas); otite externa (infecção do ouvido – a segunda doença mais comum tem tido um aumento de 9,4% em cães e um aumento de 34% em gatos desde 2006); pulgas e carrapatos (a proporção de infestação de pulgas aumentou 16% em cães e gatos em 12% nos últimos cinco anos); parasitas internos (lombrigas, tênias e solitárias podem ser transmitidas para os seres humanos. Ascarídeos, ancilostomídeos e nematódeos têm aumentado em gatos desde 2006, enquanto que ancilostomídeos e nematódeos têm crescido na população canina). Por isso a médica veterinária Cristiane Astrini, diretora da Call Vet Clínica Veterinária, esclarece como prevenir e detectar algumas das doenças apontadas no estudo, visando melhorar a qualidade e aumentar a expectativa de vida de cães e gatos brasileiros. Confira: DIABETES. A prevenção é evitar a obesidade em cães e gatos – um fator predisponente, além de evitar que os animais consumam uma dieta rica em lipídeos e açúcares. Sintomas: a forma simples de detectar o diabetes é observando a presença de formigas no local onde o animal urina – o que sugere a presença de glicose na urina. Pode-se também observar no animal os “4 Os” (poliúria – urinar demais; polidipsia – beber água de forma exagerada; polifagia – desejo exagerado de comer; e perda repentina de peso sem motivo aparente). OTITE. É uma infecção no conduto auditivo, que pode ser causada por bactérias, fungos ou ácaros. Ela causa prurido, dor, vermelhidão, odor forte e produção exacerbada de cerúmen, que poderá estar com a coloração alterada. Prevenção: animais com orelhas caídas são mais susceptíveis a otites. O animal deverá ser levado ao veterinário sempre que os sintomas acima forem observados ou mesmo a cada seis meses para consulta de rotina – e deve-se ainda orientar às pessoas que dão banho no animal para protegerem bem os ouvidos dos pets, além de não permitir que entre água nos condutos – e, depois do banho, os ouvidos devem ser secos com algodão. Sintomas: o proprietário geralmente detecta essas alterações e percebe que seu cão balança as orelhas e, então, o leva ao veterinário. DIROFILARIOSE. Surge através da picada de um mosquito hospedeiro do agente patógeno (esse mosquito se tornou hospedeiro picando outro cão contaminado). Essa doença pode ficar sem manifestar sintomas por longos períodos da vida do animal – a não ser que a infestação seja muito grande, causando assim uma insuficiência cardíaca. Sintomas: o animal passa a ter então os sintomas dessa insuficiência como cansaço, tosse, cianose (mucosas de coloração azulada), ascite (barriga d’água) e edema pulmonar em casos graves. PROBLEMAS DENTÁRIOS. A profilaxia deve ser feita através da escovação diária dos dentes com uso de creme dental próprio para animais, que pode ser deglutido porque não contem saponáceos e flúor, que poderão causar toxicidade nos animais. O uso de biscoitos e ossinhos que ajudam a limpar os dentes também é valido, mas não substitui a escovação. A cada seis meses o animal deverá passar por uma consulta veterinária, onde o clínico vai examinar a cavidade oral e avaliar a necessidade ou não de uma limpeza. PULGAS E CARRAPATOS. Animais que frequentam a rua ou locais com aglomeração de outros animais estão mais susceptíveis a adquirir pulgas e carrapatos. Por isso o uso de ectoparasiticidas deve ser feito de forma regular, uma vez ao mês. Além disso, sabe-se que quando há uma infestação, apenas o tratamento do animal não é o suficiente. Deve-se tratar também o ambiente onde o indivíduo vive, pois lá existe um grande número de ovos, larvas e pupas dos ectoparasitas. Animais alérgicos podem sofrer muito com pulgas, pois basta uma picada para que eles tenham a liberação de uma substância no corpo chamada histamina, que vai causar um prurido intenso por toda a superfície corpórea e por longos períodos de tempo. Carrapatos podem ser responsáveis pela transmissão de várias doenças sérias que, se não diagnosticadas e tratadas a tempo, poderão até levar ao óbito do paciente. PARASITAS INTERNOS. Podem ser adquiridos através da ingestão de ovos de parasitas, que pode ocorrer com o indivíduo pisando em sujidades de outros cães na rua e depois lambendo as patas. Também lambendo diretamente sujidades nas calçadas ou ainda ingerindo água contaminada. A prevalência poderá ser maior em locais com grande concentração de animais. Prevenção: animais deverão realizar o exame parasitológico de fezes a cada quatro meses, no intuito de detectar infestações de parasitas intestinais. O uso indiscriminado de parasiticidas é contra indicado, pois poderá gerar resistência parasitária. O tratamento correto deverá ser indicado pelo veterinário, levando em consideração o peso do animal.
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