Cuidados, Dicas e Notícias
Casos de tumores mamários em cães têm aumentado (02/03/2011)
O desenvolvimento da medicina veterinária nos últimos 20 anos tem prolongado consideravelmente a expectativa de vida dos animais e, em consequência, vem crescendo também o número de casos de neoplasia (câncer), sendo os tumores mamários os de maior frequência – principalmente em fêmeas. De acordo com Fernanda Malatesta, veterinária da Clínica Proanimal, as neoplasias mamárias são de grande relevância, representando de 25% a 50% dos tumores caninos. “Nas fêmeas essas ocorrências atingem normalmente entre nove e 11 anos de idade. O desenvolvimento de câncer maligno antes dos cinco anos é raro e, se ocorrerem nessa faixa de idade, eles normalmente serão benignos”, explica. Para a veterinária o aparecimento do câncer mamário pode estar ligado a fatores nutricionais, interagindo já nos primeiros meses de vida do animal principalmente antes do primeiro cio. “Um estudo retrospectivo de tumores mamários em cachorras demonstrou que filhotes de até um ano de idade e obesos apresentam maior risco de desenvolver a doença no decorrer da vida. Mas a hipótese do envolvimento de um componente etiológico de natureza hormonal também tem sido aceita, já que foram constatadas diferenças significativas na incidência entre cachorras castradas e não castradas”, continua. A especialista esclarece ainda que o proprietário do filhote normalmente identifica a moléstia através do aumento de volume na região de glândulas mamárias. “O diagnóstico só pode ser definido por meio de biópsia [remoção de um pedaço do tecido para análise] e outros exames, quando se identifica metástase [focos de tumor em outros órgãos] como raio-X e ultrassom”, alerta Fernanda. Contudo, a terapia cirúrgica – apesar de ser uma das formas mais antigas de tratamento do câncer, é considerada como a mais efetiva. “Para um câncer invasivo ou com elevado potencial metastático, frequentemente os procedimentos cirúrgicos são combinados a outras modalidades terapêuticas como radioterapia e quimioterapia”. Por isso, para manter o animal (ou a fêmea) saudável, a prevenção deve ser obtida através da ovariosalpingohisterectomia (OSH), “que consiste na retirada cirúrgica dos ovários, parte do útero precoce – preferencialmente antes do primeiro cio, o que corresponde a 0,5% de possibilidade de desenvolver neoplasia mamária”.
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