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Quanto custa cuidar - bem - de um pet? (29/06/2020)

Conhecer o tamanho do investimento para dar a melhor qualidade de vida para um bichinho de estimação é primordial antes de comprar ou, de preferência, adotar um desses seres incríveis, capazes de mudar a nossa vida.

Geralmente, realizar um sonho não é barato e ter um pet não é diferente. Muitas pessoas se encantam com a beleza e doçura dos bichos, ou até mesmo com a necessidade de uma boa companhia, mas quando deparam com os custos da criação, se assustam.

Falando de gastos em geral

Uma recente pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), revelou que gastos com pets podem chegar a 24% da renda mensal de famílias das classes C e D. Essa falta de conhecimento contribui para a estatística alarmante do abandono: segundo a última estimativa da prefeitura de Porto Alegre, para se ter uma noção de uma grande cidade, realizada em 2013, só na Capital, mais de 500 mil cães e gatos vivem nas ruas, sem donos.

Todas as informações dessa matéria não visam desestimular vocês a terem um pet, ok?! Pelo contrário! A ideia é justamente conscientizar para que você saiba exatamente o tamanho da responsabilidade de ser tutor de um animal de estimação. E fique tranquilo! Dá para gastar bem menos do que você imagina!

Com R$150/mês da pra cuidar de dois pets

Presidente da ONG Onda Animal, Karen Scheid, 50 anos, destaca que o principal objetivo da entidade é o bem-estar do animal. Para conquistá-lo, alerta que não é preciso gastar tanto. Ela conta que entidades como a que preside realizam atendimentos com preços mais em conta do que as petsshops, e isto ajuda a viabilizar a manutenção de um animal em casa. 

"Temos cerca de 130 cães e 20 gatos para adoção. Entregamos os bichos castrados, desverminados e com as primeiras vacinas já aplicadas. Os que possuem doenças crônicas têm assistência veterinária até o final da vida. Assim, quem adota pode se preocupar basicamente com alimentação", conta.

A estudante Maria Eduarda Etges, 19 anos, é estagiária do curso de Administração e ganha bolsa de R$ 768 mensais. Ela tem dois filhos de quatro patas: o cachorro Banzé e a gata Pipoca. A jovem conta que gasta R$ 150 por mês para cuidar dos pets, o equivalente a 19% do ordenado, e garante que o valor é o suficiente para proporcionar uma boa vida aos animais. 

"Cada um deles come 2 quilos de ração, e os banhos e tosas eu mesma faço em casa. Sobra até para comprar roupa, pastas e petiscos pra mimá-los", diz.

A cabeleireira Jacira Souza, 61 anos, endossa o pensamento de que é possível fazer muito com pouco. Ela tem três cães adultos recolhidos de situações de abandono. A Vick, sete anos, o James, 12, e o Kirk, 10 anos, que sofre de diabetes. 

"Não sai muito caro, não. O diabético come ração especial e faz exercícios diários. No mais, é só dar comida, uma cama e bastante carinho", conta.

Ração: o caro pode sair mais em conta

Além de poder dar o banho em casa e fazer as tosas, existem outras formas para economizar, basta tomar cuidado para que essas táticas para gastar menos, não acabem tendo um resultado contrário, fazendo os tutores gastarem mais a longo prazo.

Exemplo disso é a ração. O dono sempre deve buscar nesse item o mais completo possível, pois uma com menos qualidade pode, futuramente, trazer problemas de rins e fígado e isso potencializa os gastos com os pets nos estágios mais avançados da vida.

Cuidados com pets crescem, apesar da crise

Segundo estimativa do Instituto Pet Brasil, o mercado pet brasileiro, considerado o terceiro maior do mundo em faturamento, movimentou mais de R$ 34,4 bilhões em 2018. O número representa um crescimento de 4,6% em relação a 2017.

Além de ração, banho e tosa, existem outros itens que devem ser mensurados na hora de pensar em um pet, principalmente em cães e gatos que ainda são os mais populares e estão presentes em 62% dos lares do país, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2013), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Também entram na lista antipulgas, vermífugos e vacinas. Tudo isso sem contar eventuais consultas e medicamentos e os supérfluos que podem ser improvisados como cama, roupas, brinquedos, petiscos e pastas.

A boa notícia para quem quer um pet é que existe muita variação de preços e uma ampla variedade de ofertas de produtos. Por isso é sempre bom pesquisar em mais de um local, buscar grandes agropecuárias e, o maior segredo de todos: pechinchar.

Fonte: gauchazh.com.br
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