Cuidados, Dicas e Notícias
Redobrando os cuidados ao vestir pets com acessórios (23/02/2011)
Coleiras coloridas e brilhantes, roupinhas que acompanham tendências da moda, bonés, sapatinhos, fantasias para o carnaval, presilhas cheias de charme, chapéus. Para quem não se contenta com os pelos dos pets, a diversidade de produtos para “embelezá-los” é realmente incrível. No entanto são necessários alguns cuidados antes de vestir o animal de estimação para exibi-lo durante um passeio – não esquecendo do principal: priorizar a saúde do bicho (e, com o calor, os cuidados têm de ser redobrados). Alexandre Satoshi Sano, diretor da SPMV (Sociedade Paulista de Medicina Veterinária), alerta sobre os materiais próprios para animais: “Roupa em animal não é necessária, mas sim um charme que o dono quer fazer. Se for usar, o ideal são as feitas com tecidos leves e produtos antialérgicos. Já as coleiras devem conter forro para que não irritem a pele do animal”. A dica é também não deixar o pet o tempo todo de coleira. Intervalos são necessários para que a pelagem não se quebre e para evitar os chamados “embolamentos de pelo”, que podem ser causados ainda pelo uso de presilhas, fitinhas e elásticos de enfeites. “O ‘embolamento do pelo’ do animal pode machucar e causar feridas, consideradas lesões primárias. O perigo é o problema virar uma infecção, quer dizer, uma lesão secundária”, alerta Sano. Já a especialista Andreza Ávila, do Hospital Veterinário Sena Madureira, explica que é possível, sim, vestir cães e gatos que tenham pouco pelo ou pelagem curta em dias mais frios. “Esses animais são mais friorentos. No inverno podem usar roupas feitas de algodão, enquanto que no verão cães e gatos de nenhuma raça precisam de roupa, principalmente os mais peludos ou que tenham pelagem de pigmentação mais escura, pois eles já possuem uma camada de proteção”, diz. Gatos, afirma a veterinária, perdem muitos pelos no verão. Trata-se de uma defesa natural para não sentirem tanto calor. Mas, caso o dono do pet não queira abrir mão de vesti-lo, é recomendável que o animal fique vestido o menor tempo possível, bem como esteja constantemente tosado para aliviar o calor. PRESILHAS PERIGOSAS Tão cobiçadas por donos de cadelas e bichanas pequenas e peludas, as presilhas merecem muita observação. O diretor da SPMV fala que o melhor é evitar o acessório em animais muito ativos, que podem engolir o apetrecho, já que o resultado pode ser uma intervenção cirúrgica. “Ficar na dúvida se o bicho engoliu ou não o acessório pode terminar em gastos desnecessários com consultas veterinárias e exames como radiografias”, completa. Ainda Andreza alerta sobre o risco de se prender a pele do animal junto à presilha. “Esse descuido pode causar lesão por isquemia. Isso significa que, quando presa, a pele do pet fica desprovida de nutrientes e de oxigênio, enquanto que com as gravatinhas, o cuidado deve ser o mesmo. Elas não devem ser apertadas demais, mas o ideal é evitá-las”. SAPATOS E CHAPÉUS Algumas pessoas exageram e colocam sapatos em seus cães para que não sujem a cama ou o sofá. Porém, conforme a veterinária, o ideal é que os animais não tenham acesso livre a determinados cômodos da casa – lembrando que é normal que cachorros escorreguem em pisos muito lisos. Para esse caso, já existem sapatos de borracha específicos que os ajudam a se locomover. Já bonés e chapeuzinhos são indicados para bichos de pelos brancos e de pele bem clara e rosada. O acessório o protege contra raios solares e, em dias mais ensolarados, é importante abusar também de protetor solar.
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