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Imunização é a palavra de ordem para combater a raiva nos animais (04/10/2019)

Doença viral, responsável por causar quadros neurológicos gravíssimos, a Raiva pode resultar até mesmo no óbito dos animais e seres humanos. Peculiar, ela é uma zoonose que acomete apenas mamíferos que transmitem, quando infectados, o vírus por meio de mordeduras, arranhaduras ou lambeduras (saliva).

Segundo as pesquisas, o ciclo de transmissão envolve tanto animais de companhia, quanto os de produção e silvestres. Os morcegos são os principais transmissores, mesmo aqueles que não se alimentam de sangue (hematófagos), como, por exemplo, morcegos que se alimentem de frutas ou insetos, podem transmitir raiva. Quando consideramos o risco para cães e gatos, vale a pena reforçarmos a atenção aos felinos já que, devido ao hábito de caça, o contato com morcegos (principalmente quando caem no chão) é maior.

Sintomas

Os sinais clínicos mais comuns observados tanto em cães quanto em gatos são: isolamento do ambiente familiar, latido rouco, hábitos alimentares estranhos, tendência a autoflagelação (o animal poderá morder-se), inquietação e nervosismo (pode haver tendência ao ataque. Daí o nome raiva), dificuldade em deglutição (o animal não conseguirá engolir alimentos, tampouco ingerir água. Consequentemente, a salivação aumentará), paralisia ascendente, começando dos membros pélvicos e estendendo-se para os membros torácicos. O óbito geralmente ocorre entre quatro a cinco dias após o início da manifestação dos sinais clínicos.

Prevenção

A vacinação é a principal ferramenta utilizada na profilaxia da raiva animal, afinal estamos falando de uma doença 100% letal. Independente da espécie de mamífero acometida, ela não tem cura, nem tratamento, ou seja, não existe outra opção além da vacina!

Mesmo que seja um animal que viva em um apartamento e que, raramente, tenha acesso à rua, sob acompanhamento do dono, necessita ter a vacinação em dia. Vacinas comerciais, vendidas e aplicadas por veterinários em consultórios e clínicas, são de excelente qualidade, assim como vacinas de campanhas públicas, fornecidas gratuitamente pelo Ministério da Saúde (MS).

Para viagens com cães e gatos, sejam nacionais ou internacionais, a atualização da carteira de vacina é crucial, chamando atenção para vacina antirrábica. Quando consideramos viagens a outros países, além da vacina, é necessário que o animal apresente quantidade de anticorpos suficiente para proteção contra a raiva. Todas as solicitações de exames ou constatações de carteiras de vacina são realizadas pelo médico-veterinário durante a emissão do Guia de Trânsito Animal (GTA), possibilitando, assim, que a viagem possa transcorrer dentro das normas de segurança sanitária.

Algumas precauções são necessárias para a administração da vacina: aplicar somente em animais em perfeito estado de saúde e corretamente desparasitados, no mínimo, 10 dias antes da vacinação. Também é orientado não submeter os pets a esforços físicos ou estressantes durante o período da resposta imunoprotetora. Além disso, é preciso tomar as precauções habituais para manipulação de fêmeas em gestação. Nunca é demais frisar que é contraindicado (e até mesmo, proibida) a compra de quaisquer vacinas, por pessoas não capacitadas, para administração por conta própria.

Fato curioso - e preocupante!

Cerca de 70% das doenças infecciosas são zoonoses, ou seja, são transmitidas dos animais para os seres humanos, de acordo com a Organização Internacional de Epizootias (OIE). E este fato não deve ser interpretado para que não convivamos com os animais: muito pelo contrário! Deixa clara a importância de compreendê-los para que possamos promover saúde, tendo uma convivência harmônica com seres que nos ensinam, diariamente, o quanto precisamos evoluir para sermos seres humanos melhores.

Manter a carteira de vacinação anual do pet em dia é fundamental. Essa é a chave para que evitemos maiores problemas nessa linda relação homem x pets.

Fonte: caesegatos.com.br
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