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Primeiros socorros em animais. Você pode precisar (12/12/2014)

Já não existe mais aquele tempo onde os animais simplesmente andavam livremente por ruas e avenidas, ou até mesmo num ambiente completamente descampado. Hoje, mais comum do que nunca, cuidamos de animais de estimação como se fossem um membro extra de nossa família.

O fácil acesso a lugares perigosos de nossa casa, como cozinha e lavanderia podem trazer o fim do sossego na relação entre os pets e os humanos. Pensando nesse panorama moderno, elaboramos uma série de urgências (situações de risco imediatos) e emergências (situações preocupantes que requerem observação) para o animal e como nós, donos, devemos proceder a fim de ajudar nossos bichinhos a saírem ilesos ou da forma menos desastrosa possível.

1. Estados de choque: O animal entra em estado de choque em casos de hemorragia grave, atropelamento, envenenamento, choque elétrico intenso, desidratação grave, queimaduras graves e outras situações de emergência. Nesse caso mantenha o animal deitado de lado, com a cabeça e região do tronco mais baixos do que a parte traseira do corpo. Isso garantirá que o sangue chegue ao cérebro e coração. Aqueça-o, enrolando em um cobertor e coloque uma bolsa de água quente próximo ao animal, se for possível. Coloque a língua do animal para fora de um dos lados da boca, para garantir que a respiração não seja obstruída. Estanque qualquer hemorragia visível.

2. Hemorragias: Aplique um pano limpo ou compressas de gaze sobre o corte e pressione por alguns minutos. Mantenha a pressão até o sangramento parar. O tempo para que isso ocorra é variável e está relacionado com a região do corte e a extensão da lesão. Orelhas e patas sangram bastante. Dirija-se ao veterinário mais próximo, tentando evitar movimentos bruscos ou ruas esburacadas.

3. Picadas: de cobra Existem no Brasil cerca de 70 espécies de cobras venenosas, porém apenas algumas têm importância em termos de acidentes: jararacas, cascavéis, corais e surucucus. Picados geralmente na parte do focinho, pescoço e peito, os cães casos com gatos são raros – devem ser levado imediatamente para um veterinário a fim de tomarem soro antiofídico. Não corte o local ou faça torniquetes. Ao invés de ajudar, você poderá prejudicar seu animal.

4. Coques elétricos: Caso o animal tenha levado o choque, mas não permaneceu conectado ao fio, você deve verificar se a boca interna e externamente ou a língua do animal apresentam sinais de queimadura. Se o animal levou o choque e permanece conectado ao fio elétrico, não toque nele. Em primeiro lugar, desconecte a tomada ou desative a rede elétrica. Observe se o animal está consciente ou não. Se ele não estiver respirando, faça respiração artificial pelo focinho, fechando a boca. Se o coração estiver parado, comece a massagem cardíaca, com o animal deitado sobre o lado direito. No caso de uma parada cardiorrespiratória, faça a massagem cardíaca e a respiração artificial conjuntamente (faça uma sequência de 5 ou 6 pressões sobre o coração, intercaladas por uma respiração). Aguarde os sinais vitais voltarem para verificar a extensão da queimadura na boca e língua.

5. Queimaduras: Queimaduras de 1° e 2° graus podem ser tratadas com pomadas cicatrizantes e antibióticas. Não usar produtos como pasta de dente e outros, sobre a área lesada. Lavar a lesão com soro fisiológico frio, aplicar uma pomada cicatrizante e uma bandagem de gaze até levar o animal ao veterinário. Se a lesão for de 3° grau, esse procedimento é muito doloroso e, portanto, deve ser feito sob tranqüilização ou anestesia por um profissional. Neste caso, aplique soro fisiológico frio e leve o animal ao veterinário, pois toda a manipulação da queimadura é muito dolorosa.


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