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Medicar pets em casa é altamente perigoso (23/05/2012)

Donos de animais domésticos devem se controlar ao verem seus amigos doentes. Tomar a iniciativa de medicá-los com algum tipo de anti-inflamatório ou antitérmico, por exemplo, é altamente prejudicial, podendo agravar o problema e até levá-los a morte. O fato é de que remédios que servem para humanos nem sempre são indicados para animais. Aliás, conforme especialistas, a maioria dos medicamentos indicados para humanos e vendidos sem receita, em qualquer farmácia, é altamente tóxica para os animais.

A médica veterinária Janaina Reis conta que, infelizmente, a prática é comum: “Uma vez chegou até a clínica um cachorro da raça rotweiler com crise aguda de gastroenterite e insuficiência renal. O pet sofria de displasia coxofemural [doença que geralmente ataca cachorros de grande porte e faz com que o crescimento do esqueleto se acelere em relação ao desenvolvimento muscular]”. O dono do cão havia dado, durante três dias, dois comprimidos a cada 12 horas e, na tentativa de ajudar, acabou o matando. “Medicar animais com remédios que, para nós são comuns e até recomendados, ataca diretamente o estômago e rins, podendo também atingir outros órgãos dos bichos”, completa Janaina.

Ainda, conforme o veterinário Alexandre Sano, diretor da Sociedade Paulista de Medicina Veterinária, há também o perigo da dosagem errada. “As pessoas não entendem que dão ao animal uma dosagem, muitas vezes, deduzida de forma errada. Não calculam a massa corporal e tampouco sabem se o bicho pode consumir aquele remédio”, comenta Sano.

E, além de todos os riscos já mencionados, há também o fator de cada espécie reagir ao medicamento de uma forma. “Se o animal se cortar ou se machucar, vale a ação de, por exemplo, limpar o ferimento com soro fisiológico e estancar o sangue. Depois é seguir para o veterinário, pois, mesmo que um curativo seja feito, é o profissional quem vai colocar a atadura correta e fazer o necessário para o bem-estar do pet”, acrescenta Janaina. “Contudo, recomendamos que, se a pessoa não tiver recursos ou a possibilidade de contatar uma clínica veterinária, procure uma universidade ou faculdade local que tenha o curso de medicina veterinária e atendimento gratuito aos animais, não medicando o pet em hipótese alguma, antes de falar com um profissional adequado”, completa Sano, lamentando que no Brasil infelizmente ainda não existem hospitais veterinários públicos.

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