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Dicas para o seu gato perder peso? Temos! (28/02/2020)

Uma tendência perigosa tem ganhado força nos últimos anos entre os felinos: os quilos extras. Deixou de ser raro encontrar gatos gordinhos, até você̂ provavelmente deve conhecer um, caso não tenha um em sua casa. Nos Estados Unidos, por exemplo, 59% dos bichanos estavam acima do peso ou foram considerados obesos em 2016, segundo a Associação para Prevenção da Obesidade Animal. O problema das gordurinhas acumuladas não é apenas estético, elas podem ser extremamente perigosas e gerar diferentes problemas de saúde para o animal, abreviando, inclusive, a vida dele.

Diante desse dado alarmante, é importante refletirmos: se os gatos não assaltam a geladeira de madrugada, os responsáveis pelo ganho de peso deles só podem ser os tutores.
Assim, para que o felino atinja um peso saudável, é imprescindível que o tutor identifique e assuma o sobrepeso de seu bichano. É muito mais fácil, afinal, prevenir novos quilos do que lutar para revertê-los. O problema é que muitos tutores sequer reconhecem a gordura do animalzinho.

Para identificar se o seu gato está fora de forma, olhe-o por cima e verifique se a cintura se afunila na região das costelas. Caso ele não tenha essa linha, ou seja, se tiver a cintura reta ou, pior, expandida para fora, provavelmente ele está acima do peso ou obeso. Se o gato for muito peludo, apalpe a região pelas laterais: se você̂ não senti-la firme, com suas costelas, e observar que está flácida, possivelmente ele está mais gordinho do que deveria.

Ignore os miados
Entre as principais habilidades felinas, com certeza está a de convencer seus donos a fazerem o que eles querem, seja com miados ou com aquele famoso olhar de pena. É comum que eles pecam comida diversas vezes, como se fossem esfomeados, por mais que já tenham comido a quantidade necessária do dia. Ao certificar-se com um veterinário que se trata apenas de manha, ou seja, de que não é nenhuma deficiência nutricional ou problema de saúde, o recomendável é ignorar os pedidos desses gordinhos peludos.

Os animais, assim como nós, comem além do que precisam, principalmente quando não têm nada para fazer, que é o caso de muitos gatos domésticos, por isso o ideal é manter o animal o mais saciado possível, mas sem fornecer calorias a mais. Isso é possível oferecendo um alimento baixo em calorias, como os específicos para perda de peso, ou um alimento úmido, que contem muita água.

Dar sua comida? Nunca!
Essa recomendação deve ser seguida até mesmo para quem não tem um gato gordinho. O ato de compartilhar seus alimentos com o bichano pode ser extremamente prejudicial à saúde dele. Além de engordá-lo, há risco de intoxicá-lo com alimentos que não são contraindicados para os humanos, mas são para os felinos. Cebola e alho, ou pratos que os levam como tempero, estão entre os exemplos.

Perda de Peso Gradual
O apoio de um médico veterinário é imprescindível para implementar a nova dieta do felino. As mudanças devem ser feitas aos poucos, caso contrário, podem ser prejudiciais à saúde dele. Toda a troca de dieta deve ser feita gradualmente, para evitar diarreia. A troca brusca pode ainda provocar recusa do animal à nova ração. Restrições calóricas extremas podem levar os gatos a desenvolver lipidose hepática. Acompanhar a perda de peso do felino apenas visualmente, ou apalpando-o, pode não ser tão simples, por isso, a veterinária não recomen- da o acompanhamento de peso do animal pelo tutor.

Exemplo: um gato, que esteja pesando 7 kg e tem 5 kg como peso ideal, levará de 10 meses a 1 ano e meio para perder os 2 kg extras. “Um gato obeso de 7 kg deve perder de 140 a 280g por mês, mas essa perda de peso deve ser reavaliada a cada 3 ou 4 semanas, pois poderá ser necessário que o veterinário faça algum ajuste.

Segundo especialistas, os gatos têm maior dificuldade de perda de peso que os cães, pois são mais sedentários quando vivem em casa ou apartamento. Além disso, não se coloca uma coleira nele para levá-lo para passear, nem mesmo se leva o gato a uma creche para brincar e gastar energia.

Chega de Sedentarismo!
Para reduzir o peso do pet, não basta apenas adequar uma nova dieta, é preciso promover atividades que auxiliem na queima dessas calorias extras. Ações simples, como colocar a tigela de alimento em lugar mais alto motivando deslocamento do animal, podem ajudar.

Além de enriquecer o ambiente do pet, tornando-o mais estimulante para os instintos felinos, seja com brinquedos ou prateleiras, também recomenda-se brincar com ele. É uma maneira de estreitar os laços e torná-lo mais ativo Ao brincar com seu gato, contudo, consulte um veterinário para verificar se o peso dele não é um obstáculo para determinadas brincadeiras. Os quilos extras, afinal, podem sobrecarregar suas articulações, e os impactos de saltos podem agravar problemas dessas regiões.

Perigos dos quilos extras
Entre os problemas associados à obesidade se destacam a diabetes mellitus, algumas neoplasias, risco de desenvolver lipidose hepática, dermatopatias, dificuldade respiratória, dificuldade de diagnóstico de doenças e maior risco anestésico. Os quilos extras ainda podem gerar dores articulares, a ponto de o animal desenvolver atrite. São problemas crônicos que podem afetar intensamente a qualidade de vida do seu pet. Gatos com obesidade extrema têm dificuldades para fazer sua higiene, ficando com o pelo sujo, com mau odor e mais predisposto a problemas de pele.

Animais obesos vivem menos que os que possuem um peso saudável. De acordo com Manuela, um pet obeso, ao menos, sofrerá de um dos problemas, ou seja, é certeza que ele terá sua qualidade de vida afetada de alguma forma devido ao peso extra. Obesidade é uma doença grave, com inúmeras consequências que levam à diminuição da expectativa de vida. O excesso de peso contribui ainda para que o felino não se exercite, corroborando ainda mais para o surgimento de tais complicações de saúde. Além de claro, evitar que o animal emagreça.

Comida à vontade
Apesar de ser muito comum, essa prática pode ser desaconselhável quando se tem um gato gordo em casa. Deixar a tigela de comi- da sempre cheia é, definitivamente, uma tentação para um pet guloso que precisa emagrecer. O tutor deve entender que forncecer somente uma dieta para perda de peso não fará o animal emagrecer, mas sim a soma dela a uma ade- quada restrição.

Dessa maneira, orienta-se oferecer o alimento de forma espaçada ao longo do dia. No início, o gato pode achar estranho, mas é possível condicioná-lo a comer nesses intervalos de tempo. Indica-se, pelo menos, de duas a três refeições por dia, a depender da disponibilidade do tutor. Se o tutor passa o dia fora trabalhando, a sugestão é que ele separe a quantidade diária estipulada pelo veterinário e divida-a em duas porções, não se deve ultrapassar essa quantidade.

Dessa forma, o tutor pode oferecer o alimento antes de ir trabalhar e logo após que chegar do trabalho. Caso você̂ consiga dividir em quatro refeições ao longo do dia, o método é o mesmo. Esse manejo é possível quando se tem um único gato. Com mais animais, deve-se avaliar quais dietas os outros consomem e determinar, juntamente com o tutor, qual o manejo alimentar ideal para cada caso.

O que Aponta a Balança?

Sobrepeso:
Um gato considerado com sobrepeso, geralmente, está de 10 a 15% acima do peso ideal.

Obeso:
Um gato considerado gordo, por sua vez, está de 20% a 45% acima do peso ideal.

Obesidade extrema:
Já o felino obeso, que pode estar sofrendo bastante com seu peso, está 45% acima do peso ideal.

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