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Na estrada com seu amigão: confira dicas para uma viagem segura! (03/01/2020)

Janeiro é um dos meses do ano mais procurados para viagens, por causa das férias escolares. E como deixar de fora desta viagem familiar seu gatinho ou cachorrinho? Por conta disso, alguns cuidados são fundamentais para que tudo corra bem com seu filhote. Nessa matéria você vai acompanhar dicas de alguns profissionais da área, que trazem orientações preciosas para seu animalzinho colocar a pata na estrada com muita segurança!

Se a viagem for de carro, não deixe seu cachorrinho ficar com o focinho na janela tomando vento. Parece fofo, mas é  perigoso. Os pets podem se assustar e, em algum momento, pular. E o vento forte compromete a saúde do bichinho. Ao tomar fortes correntes de ar, o pet pode contrair inflamação no conduto auditivo e úlceras de córnea. É possível baixar um pouco os vidros ou ligar o ar-condicionado para que ele não sofra com o calor, mas expô-lo à velocidade do vento, não é recomendável.

Durante o percurso os animais podem sentir enjoo. Não é indicado alimentá-lo poucas horas antes do deslocamento nem durante o percurso. O movimento e os solavancos do carro repercutem nos canais internos da área responsável pelo equilíbrio dos animais, causando esse tipo de sintoma. Existem produtos, como os palitos, que garantem mais tranquilidade durante a viagem, mas sempre é importante procurar o veterinário e pedir algo para atenuar o sintoma.

Se seu destino é a praia, não esqueça de alguns cuidados. Ambiente litorâneo exige atenção especial para alguns tipos de parasitas, como a leishmaniose, leptospirose e dirofilariose, conhecido como verme do coração. Coleiras repelentes ajudam a proteger o pet de picadas de mosquitos transmissores de doenças. o animal tem que estar com a vacinação em dia e vermifugado. Recomendo sempre um check-up básico antes da viagem.

É preciso ficar atento à temperatura do solo. O piso quente pode queimar as patas e causar ferimentos graves. O clima quente e seco é bastante nocivo para os cachorros de focinhos curtos e achatados, os cães braquicefálicos. Neles, a troca de calor é prejudicada e eles podem sofrer hipertermia e, consequentemente, sérios problemas de saúde. Mantenha água filtrada e fresca à disposição. 

Os gatos são mais sensíveis ao estresse quando saem do habitat de costume. Para evitar que diversão se torne um problema, converse com um veterinário antes de colocar o pé na estrada. Não é difícil em uma rotina clínica nos depararmos com um paciente obstruído ou com cistite desencadeada por um quadro de estresse. Problema que pode ser grave, exigindo internação e até mesmo intervenção cirúrgica. Por isso éimportante entender o perfil do felino. Se ele é sociável ou não e se pode reagir mal à mudança de ambientes. O veterinário pode orientar condutas para evitar ou diminuir o risco de estresse.

O animal não pode viajar solto no carro nem no colo. O cinto de segurança é obrigatório para humanos e pets pet. Em caso de freada, pessoas e bichos são arremessados e podem se machucar. Animais pequenos devem ser transportados presos por fivelas ou em caixas. O Código de Trânsito Brasileiro considera infração média dirigir com o pet à direita ou no colo e infração grave transportar animais na caçamba de carros abertos.

A legislação também considera infração e prevê multa ao motorista que se “distrair” na direção por causa do transporte de pets. A escolha do equipamento de segurança mais apropriado deve levar em consideração o porte físico e o comportamento do pet. Os cachorros grandes ficam mais confortáveis com o cinto de segurança peitoral. As cadeirinhas, assentos e fivelas são indicados para cães de porte médio ou pequeno. Como os gatos são mais ariscos e se assustam com maior facilidade, melhor o transporte dentro de caixas apropriadas e ventiladas. 

Então, programa-se e boa viagem!

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